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Dicas
O telhado verde é uma das opções arquitetônicas mais relevantes quando o assunto é arquitetura sustentável ou bioarquitetura. No entanto, esse tipo de cobertura possui algumas características bastante peculiares, as quais iremos aqui demonstrá-las. A primeira delas é entender o conceito de telhado verde.

Algo que é preciso ter em mente é o fato de que “telhado verde” é uma expressão a qual vai muito além de uma cobertura construtiva com vegetação. Se o telhado possui painéis solares, brancas com alta emissividade e refletividade ou até mesmo a utilização de telhas shingle de grande duração, ele já pode ser considerado um telhado verde. Ou seja, não há a obrigatoriedade do uso da vegetação. No entanto, vamos abordar na matéria, o telhado verde com vegetação.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DE UM TELHADO VERDE


Dentre as principais vantagens de um telhado verde é o de diminuir as chamadas “ilhas de calor” em ambientes urbanos. Obviamente que, apenas o telhado de uma construção não terá efeito perceptível no microclima do local, mas, a popularização e a utilização de forma generalizada, tende a baixar a temperatura no local em até 5º C.

Os telhados verdes podem reduzir também, a temperatura interna dentro da própria construção. Além da diminuição do calor, outras vantagens do telhado verde são a regulação das águas pluviais [melhor até que diversos outros sistemas de captação], sequestro de gás carbônico, criação de novos habitats e os atrativos estáticos.


Como as maiores desvantagens é possível falar sobre o custo maior quando comparado aos telhados convencionais, sujeito a vazamentos caso mal instalados e a falta de mão-de-obra qualificada para projetar e executar o serviço.

TIPOS DE TELHADO VERDE

Existem dois tipos principais de telhado verde – o intensivo e o extensivo. No primeiro caso, ele é bem mais espesso e com capacidade de suportar maior quantidade e variedade de vegetação, assim como altura delas que pode variar de 15 cm a 40 cm. Entretanto, é bem mais pesado e exige manutenção mais cuidadosa. A espessura mínima da instalação é de 20 cm e exige-se bastante cuidado quanto aos cálculos estruturais. No Brasil, para os edifícios em concreto armado, considera-se uma carga média de 300 kg/m².

Já o extensivo é mais fino e também mais leve. A espessura máxima para este tipo é de no máximo 8cm e coberto, em geral, com forração. É mais viável financeiramente, porém, não suporta tanta carga de águas pluviais. A altura média da vegetação varia de 6 cm a 20 cm. O peso total fica entre 60 kg/m² e 150 kg/m².

TELHADO VERDE: PROJETO E DETALHAMENTO

 


NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO DO TELHADO VERDE

Os tipos de componentes utilizados na construção de um telhado verde podem variar consideravelmente. Quanto a uma aplicação típica, a montagem do telhado verde com vegetação pode ser feita diretamente sobre uma laje, aplicando as camadas na sequência abaixo:

1 – utilize manta sintética para promover uma camada impermeabilizante. Esse procedimento é necessário para proteger a laje contra infiltrações.

2 – é necessário recorrer a uma camada drenante para escoar a água utilizar como filtro. Os principais componentes para realizá-la são brita, seixos, argila expandida ou com manta drenante de poliestireno.


3 – a camada filtrante serve para reter partículas e pode ser feita com geotêxtil.

4 – é importante inserir uma membrana de proteção contra as raízes. Isso ajuda a controlar o crescimento das raízes de vegetação.

5 – implantação do dolo e da vegetação.

Existem sistemas modulares em que os módulos já vêm prontos com a vegetação e, ainda, sistemas que empregam pisos elevados que armazenam a água das chuvas para posterior irrigação da vegetação.

Execução e manutenção

Quanto à execução do telhado verde, é exigido que seja instalada uma cobertura impermeabilizada. Além disso, de primordial importância que a estrutura da construção seja suficiente para suportar o peso dimensionado à cobertura. Uma informação importante nesse caso é de que, em geral, a cobertura verde tem pelo 1,5 vezes maior que a utilização de telhas comuns (mas consultar um especialista em estruturas é sempre o mais indicado). O ângulo de inclinação da cobertura é baixo ou nulo – isso é um determinante para a composição da forma de drenagem ou a necessidade de barreiras para conter o fluxo de água.


Após todo esse preparo da cobertura e a instalação das camadas do sistema, deve-se aplicar a terra e plantar as espécies vegetais adequadas.

O ideal é utilizar plantas locais, mais resistentes e sem grande necessidade de irrigação e poda, isso facilita a manutenção. A grama é, em geral, utilizada nos telhados extensivos por conta da durabilidade. Os telhados intensivos exigem maior manutenção e cuidados.

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Notícias

O Prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), avalia um projeto de transformação do elevado João Goulart, conhecido popularmente como ‘Minhocão’. A proposta, de autoria do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, faz parte do plano de revitalização do centro da capital. A participação do profissional foi financiada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Lerner, que atuou como prefeito de Curitiba três vezes, liderou uma revolução urbana na cidade sulista e a tornou referência em planejamento, principalmente em relação ao transporte, meio ambiente, programas sociais e projetos urbanísticos.

Inspirado no parque High Line, em Nova York, o novo projeto prevê arborizar as laterais da via, que conta com mais de 3 quilômetros de extensão. O acesso ao ‘Parque Minhocão -como foi batizado- se daria por meio da construção de escadas e elevadores, além de uma ciclovia.

A proposta também inclui restaurantes e até mesmo uma “praia” no elevado – com piscina e ‘bolsões’ de areia. Por fim, a parte inferior do Minhocão seria utilizada para a construção de salas que comportassem eventos e exposições culturais.

O projeto ainda precisa passar por uma série de avaliações, incluindo a análise de técnicos da Secretaria Municipal de Transporte, para analisar os impactos que seriam gerados no entorno.

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Artigos
A arquitetura sustentável não é moda, nem tendência: é uma realidade. No entanto, ao contrário do que se possa imaginar, não é preciso investir em alta tecnologia para se ter um projeto desse tipo. Basta considerar que antigas civilizações, como os povos indígenas da América Sul, já construíam as suas ocas de maneira ecológica.

Para isso, os índios utilizavam os materiais disponíveis na região que habitavam, aplicando mão de obra local em construções climatizadas naturalmente. Acha difícil usar esses conhecimentos milenares na arquitetura contemporânea? O Blog da Arquitetura te ajuda com uma lista básica de cinco materiais indispensáveis – e baratos – para construir com sustentabilidade.

1) Terra

Um dos materiais de construção mais antigos, acessíveis e fáceis de usar, a terra poder ser comprimida em módulos e dar origem a superfícies de forma livre. Mas o melhor de tudo é que as construções feitas com ela podem retornar ao meio ambiente, causando baixo impacto.

2) Tijolo

Outro item básico, o tijolo está se tornando, cada vez mais, um material sustentável. E isso graças a tecnologias que produzem blocos capazes de absorver a poluição do ar. Porém, nem é preciso ir muito longe: o uso de matérias-primas naturais e a fabricação local por meio de uma cadeia de abastecimento doméstica já contam pontos para projetos que optem por tijolos.

3) Bambu

Existe uma ótima razão para a maioria dos projetos feitos com bambu estarem concentrados no sudeste asiático: seu uso é feito conforme a localização geográfica da construção. O que torna este um item incrível para a arquitetura sustentável são qualidades como flexibilidade e resistência, além da beleza.

4) Palha

Muito popular no passado, este elemento ainda persiste no campo e até em casas no interior do Brasil. Dentre suas vantagens estão um ambiente térmico passível de proteger da chuva, além de integrar a arquitetura ao meio ambiente. Atualmente, existem até projetos contemporâneos bastante ousados que aplicam o material.

5) Resíduos

Muito mais do que um conceito, utilizar resíduos como materiais de construção é uma ideia amplamente testada e aplicada em diversas partes do mundo, especialmente nas regiões mais pobres. Ainda temos muito a aprender sobre isso, mas estamos no caminho.
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